21 fevereiro 2009

DIREITO DE RESPOSTA

Só sinto o vazio enorme.
Sinto vazia...
Vontade de não ser.

Sinto saudades
Me perco, procuro a saída...
Embaraço.

Grito!

No fim, embaço...
Fim?

Embaraço...

E o plano perfeito?
Invencíveis, era o combinado...

Combinado?
e o plano foi perfeito?

Choro!

E no início, quando tudo não era
Rápido susto
Foi e sempre será perfeito...
Futuro ou pretérito
Sempre perfeito!

Surtei!

E o plano perfeito?

Plena, peno em minhas dores
Em meus sussurros...
E penso.

E o plano, não era perfeito?

[Me] Cobro.
E cubro os sorrisos
Embaço os olhares

Olha, imperfeito!

E se tenho sorte, não sei
Só sinto falta
uma falta enorme que pega pela mão
me leva embora
Envolve meu tudo, agora nada...
E dói o coração...

A dor ensina? Que sorte...
Minha sina.
A alma chora
Grita e sussurra

Que surra.

Ainda dói...
Sempre e sempre.

E o plano?
E os sorrisos?
E os passados?

Sorte sua que surto longe
Sinto a sorte faltar
Surto à luz do luar
e nos raios dos dias
Sinto o peito arfar

E o presente?

Dor.
Presente de lágrimas.
Não sorrisos!
Cheio de vazios...

As dúvidas?
Eterna sina de quem ensina
Ou tenta, de coração...
Que soberba!

Enlouqueço!

E o futuro?

No final, o plano [im]perfeito.
Pedia apenas ser pleno...

Pleno de sorrisos e alegrias
Alguma pitada dolorida
Pois tanto plano perfeito
perdeu a perspectiva.

Sinto muito não ter nos feito invencíveis...