26 janeiro 2011
25 janeiro 2011
TEMPO QUE PASSA
Dei-me conta do tempo em que não deposito as palavras sobre a tela...A cabeça insiste em juntá-las, mas a vida faz com que sejam apenas tal qual borra de café. O pensamento é mais rápido do que o teclado, do que a pena. Pena! É a vida passando pela janela, mostrando por vezes paisagens nem sempre agradáveis, outras verdejantes como uma tarde de primavera. Quisera ter a mesma rapidez com os dedos que tenho com as idéias, quando as letras casam-se e formam palavras, por vezes sentenças inteiras, nem sempre com eira e beira. Quisera dedilhar uma guitarra como quem toca no corpo amado... A ponta dos dedos produzinho o orgástico.
Palavras não escritas, não ditas, enferrujam a alma, são malditas. As palavras cuspidas tornam o coração quiçá mais leve, formam alentos, constroem ventanias que aplacam o calor.
Outrora viciada em grafite, ou mesmo na caneta 'bic', tenho esquecido de juntar palavras. Tenho transformado os desenhos apenas num 'quem sabe', abortando-os antes mesmo de fecundarem, suprimindo idéias e vontades. Esqueço de mim mesma, o branco do papel engole vorazmente qualquer ideal. A tela vazia do espaço cibernético torna-se de repente o receptáculo de idéias disformes e famintas que brotam das entranhas do ser.
Quero ser grande, quero ser livre, quero isso e quero aquilo... Pelo menos por força das palavras me permito certa alforria. Voar é bom. Já diziam por aí que quem tem os dois pés no chão não sai do lugar... Quero mais é viver de folia, quem sabe morar numa 'follie' num parque de cubos vermelhos... Quero o topor da fumaça do cigarro alheio, viajar nos desenhos das nuvens deitada num parque qualquer ao sol de um inverno bem frio. Queria ver um concerto do Led, falar com o Jim... Querer sempre o impossível é uma ótima maneira de justificar os fracassos e respeitar a lentidão.
Fantasia, sonha, vive!
Não esquece de tornar-te a que vieste!
Palavras não escritas, não ditas, enferrujam a alma, são malditas. As palavras cuspidas tornam o coração quiçá mais leve, formam alentos, constroem ventanias que aplacam o calor.
Outrora viciada em grafite, ou mesmo na caneta 'bic', tenho esquecido de juntar palavras. Tenho transformado os desenhos apenas num 'quem sabe', abortando-os antes mesmo de fecundarem, suprimindo idéias e vontades. Esqueço de mim mesma, o branco do papel engole vorazmente qualquer ideal. A tela vazia do espaço cibernético torna-se de repente o receptáculo de idéias disformes e famintas que brotam das entranhas do ser.
Quero ser grande, quero ser livre, quero isso e quero aquilo... Pelo menos por força das palavras me permito certa alforria. Voar é bom. Já diziam por aí que quem tem os dois pés no chão não sai do lugar... Quero mais é viver de folia, quem sabe morar numa 'follie' num parque de cubos vermelhos... Quero o topor da fumaça do cigarro alheio, viajar nos desenhos das nuvens deitada num parque qualquer ao sol de um inverno bem frio. Queria ver um concerto do Led, falar com o Jim... Querer sempre o impossível é uma ótima maneira de justificar os fracassos e respeitar a lentidão.
Fantasia, sonha, vive!
Não esquece de tornar-te a que vieste!
14 maio 2010
BRINCANDO DE POETAR
círculos convexos
ácidos graxos
relapsos
papo!
circo na cidade
polenta, coentro
coeso... o medo!
atento, tentado
atentado...
é tentação
tentáculos!
círculos, voltas
cincunscritos no convexo
avesso, bastardo,
bastante...
mutante!
um tanto de calma
de devassa alma,
bem alva...
despe, despede, diz-me...
cruz fixa
palma da mão
ou folhas de palma
palmatória, castigo
palmas!
apenas retórica...
erótica
lúdica e robótica
é tudo estória!
ácidos graxos
relapsos
papo!
circo na cidade
polenta, coentro
coeso... o medo!
atento, tentado
atentado...
é tentação
tentáculos!
círculos, voltas
cincunscritos no convexo
avesso, bastardo,
bastante...
mutante!
um tanto de calma
de devassa alma,
bem alva...
despe, despede, diz-me...
cruz fixa
palma da mão
ou folhas de palma
palmatória, castigo
palmas!
apenas retórica...
erótica
lúdica e robótica
é tudo estória!
27 abril 2010
INVERNADA
O inverno sorve fervorosamente meu corpo, abusa...
Caliente
No inverno, fervo!
Frevo, frívola... Trívia...
No inverno, não tremo
Apenas temo pelo seu fim...
Caliente
No inverno, fervo!
Frevo, frívola... Trívia...
No inverno, não tremo
Apenas temo pelo seu fim...
04 abril 2010
CHUVA
vem!
molha meu corpo
meu lábio
meu dorso...
pinta minha alma
colore de cinza
névoa
vem...
me veja
me olha
me molha
sorriso...
molha meu corpo
meu lábio
meu dorso...
pinta minha alma
colore de cinza
névoa
vem...
me veja
me olha
me molha
sorriso...
18 fevereiro 2010
SONHO
noite
tua boca na minha
pernas para quem te quero
te quero
te devoro!
adoro...
luzes, cores e sons...
tesão selvagem
loucos em paixão
miragem!
tua boca na minha
pernas para quem te quero
te quero
te devoro!
adoro...
luzes, cores e sons...
tesão selvagem
loucos em paixão
miragem!
