11 julho 2006

BRANDA LÁGRIMA

A lágrima branca, branda, crescente do olhar, escorre pela face num passeio ríspido e finito. Insistente, rola rápida, teima a permanência, corta a alma em pequeninos cristais vermelhos tal qual o ácido que derrete num tocante...
TUM-TUM-TUM de alguém que bate à porta... Não!!
O coração bate mais forte, talvez emoção do momento, talvez infarto que se aproxima...
Virá o que? Da dúvida, imagens desconexas, remotas... remoto control... Lembranças da estrada perdida, pedidos, a boa pedida... Talvez a saideira.Reencontro. Um conto...

Alguém sempre aumenta um ponto...
Vida que foge nas pontas dos dedos, desmancha no ar, emana pedidos incertos, desejos inertes... Despejos.
Lampejos de uma infância calada... Detida!
Passeia nas horas de outrora, perde o tino... O banho de tina! Liberta...
A boca seca, tal o peixe que procura o ar...
TUM-TUM-TUM... Alguém bate à porta...
Tremor de alma se aproxima, oprime os que não ouvem o chamado. Alguém por favor...
O peito urge em varrer a apatia... Corpo que desfalece, alma que quer mais... Limpeza geral!
As imagens teimam em ir e vir... Rir. Consciêcia do momento perdido...
A lágrima branda, branca, insiste em se convidar. Incerteza é o todo que permanece
O ser devaneia, passeia e desvanece. Dor que aumenta no peito, permanente...
TUM-TUM-TUM... Porra, alguém por favor abra a porta...
Não há que enxergar, a sombra espreita meu ser... O todo aquele que ficou para amanhã...
Hoje já é amanhã...
Sobrou tanto para o ontem, museu de sonhos impossíveis...
Possível... Passível...Passou!
TRIMM... é hora de acordar...