17 julho 2006

SÓ DANÇO SAMBA...

Porque a vida, mesmo em suspensa, tardia, enquanto fagulha, vale a pena...
“Tudo vale a pena se a alma não for pequena” já dizia o poeta e confirmação disto tive dia destes, quando noite adentro fui procurar algumas cores gritantes a tingir minha vida... Trilhar caminhos inimagináveis... Comprar em outras ferragens...
Final de semana meio chuvoso, meio cinza... Nada muito de se esperar do velho cotidiano que bate sempre em meus dias... Corriqueiramente... Sorrateiramente retirando aos poucos a sede da vida... Ferrugem!
O passado que bate à porta de forma mais que esperada, mas sempre desacreditado e inerte nas promessas que nunca se cumprem... Colegas de outrora, de há muito não vistas, de repente se materializam em uma grata surpresa cibernética e a noite, antes negra apenas, torna-se colorida, cheia de cheiros e sabores jamais provados.
Abri a alma, o coração e caí de cabeça em um mundo que jamais pensara cair... O melhor?
Orgástico!
...Saber que pessoas existem além do horizonte da falsa intelectualidade esperta... Saber que em algum lugar existe uma vida descompromissada com o complexo, porém não menos interessante...
Pessoas que querem a vida mais que tudo, não importando suas dificuldades, sorrindo apenas pelo prazer de sorrir e prazeroso tornando o tempo, o todo, por mais percalços que a mesma vida desprovida de vida (há quem assim pense) lhe coloquem à frente.
...Sentir o experimentar, o novo! Provar pratos diferentes, saudáveis e palatáveis, ao mesmo tempo exóticos ao primeiro (meu) olhar...
...Grande perceber a diversidade de povos e pensamentos nos pode (e faz!) deveras bem à alma... Abrir-se ao desconhecido! Provar...
Beber de novas fontes, saber que além das minhas conhecidas fronteiras, um outro povo, mais acessível e com vontade, está de braços abertos... Que o diferente pode sim ser respeitado e amado. E que bom poder ser diferente, visitar várias tribos... Cheiros novos.
Ao final, chego à conclusão de que trilhei não somente algo passageiro e um caminho etéreo, mas a certeza de que sempre haverá esquinas desconhecidas a serem desnudas... Só o não querer impede... E eu peço mais...

Triste saber que aquilo que por muitas vezes acreditamos ser eterno por um senão qualquer, uma fagulha dissonante, pode se tornar um calvário pesado e pesaroso... Disso me desfaço, agora, mediante as cinzas de um novo mundo q incendeiam o meu viver...

Maravilhada saber que posso me desfazer de fardos, fartos de estarem em meus ombros, tão largos a passos longos... Tontos... Prontos...

Ponto!

2 Comments:

Blogger sateliteabduzido.blogspot.com said...

Encantada, grata com tuas palavras... tua ótica poética enxergou que muitos cegos de almas nunca percebaram... Palavras muito bem arquitetadas... sem mais o que dizer..apenas agradecer!
que bom!
amei!

17/7/06 7:26 PM  
Anonymous Anônimo said...

descubra, se for capaz, quem buliu no teu queijo, se foi um rato sorrateiro um freguês costumeiro, eis onde está o dilema da paixão: és nova ou és apenas um rememoração? sem respostas, nem demoras, podes te entregar de corpo e alma, pois, como é bom viver uma grande paixão!

19/7/06 2:39 PM  

Postar um comentário

<< Home